sexta-feira, 20 de março de 2009

BOAS VINDAS AO GENE KELY


Era um dia especialmente grato, regado a chuva, muita chuva, cheia de significados, musicais significados. A água caia forte e deixei que me alcançasse, me enxarcasse. Por que! Ora, eu estava indo buscar um visitante ilustre para minha casa. Ou melhor, ele iria passar a morar comigo (rs). Coloquei-o em meu carro e parti... cantando naquela chuva.

Nada mais apropriado para alguém que sempre foi encantada por um homem que até hoje considera um mestre da arte e da sensibilidade de tocar o chão com seus pés mágicos. Sim, Gene Kelly estava agora mais próximo de mim em uma ploter de 1 metro e meio para ser instalado na parece de minha sala.

Uau! Fred Asteire que me perdoe, mas o "gutz" de Gene sempre me cativou. Além de ser bonito, de ter um sorriso lindo, olhar brilhante, agilidade, boa voz e interpretação, o cara é um gênio no sapateado. Aliás, se eu tivesse a oportunidade de pedir um desejo ao Gênio da Lâmpada, certamente, um deles seria passar o dia com Gene Kelly e fechar a noite sapateando com ele.

Não, não se trata de um ídolo. Não tenho ídolos! Sequer atento para celebridades e artistas. Tenho conexões com algumas pessoas que me causam grandes emoções. E poder ver o Gene enorme, estampado na cena de Singing in the rain, dançando sobre a ploter com seu emblemático guarda-chuva vai ser day-by-day uma boa sensação, emoção, satisfação...

Não, não se trata de um altar. Não possuo altares! Possuo lugares mágicos que contém pequenos detalhes de prazer, comoção, terapia, deleite, criatividade, catarse, sonhos... E este, em especial, devo ao super multimídia Sergio Vasconcellos, que fez possível e quase perfeita a criação e produção da figura do homem que mexe profundamente comigo quando exerce seu sapateado.

E para terminar aquele dia , nada de cinzas ou lamas, Apenas celebrei com meus filhos, assistindo, óbvia e naturalmente, ao filme "Singing in the rain", vendo o mágico dançarino causar seus efeitos na calçada alagada, na água empossada. Pausamos no mesmo frame da foto na parede. E eu, molhada daquele toró de primavera, não tinha a menor dúvida de que nas últimas horas daquele dia estive também "cantando na chuva".

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