sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A ÁGUIA SOBRE A ROCHA


Quem vê uma águia voando alto no céu, com suas garras afiadas e sua visão privilegiada, não imagina que ela também se sente cansada e, muitas vezes, precisa renovar suas forças. Mas esse pássaro, porém, não escolhe lugares comuns para repousar, mas a rocha. É nela que poderá vivenciar um longo processo de transformação.

Tudo dependerá de sua decisão: morrer ou enfrentar um dolorido período de renovação.

Bem firmada, ela bate seu bico já muito curvo contra a pedra até arrancá-lo. Quando consegue, espera que nasça um novo bico e, então, começa a arrancar suas unhas, demasiadamente compridas, em um processo também dolorido. Depois, passa para suas velhas penas, arrancando-as uma por uma. Só após esta fase, que pode durar dias e meses, a águia sai para o seu famoso e mais alto vôo.

Agora sim, está pronta para caçar e sobreviver. Está mais viva do que nunca!

Talvez sejamos como as águias. Em tempos diferentes, precisamos decidir pela vida ou pela morte. Necessitamos de coragem para viver os tempos de guerra pela sobrevivência. Será, muitas vezes, urgente reequipar-se para novos vôos, só possíveis depois de uma reforma interna e externa, só positivos após muita humildade e quebrantamento.

De fato, as águias que vencem reconhecem suas limitações e fraquezas e souberam cuidar delas em tempo. Estiveram, porém, firmadas na rocha, a única plataforma segura para tantas transformações e dores. E a Palavra dEle volta a lembrar de que somente Jesus é a Rocha. Isso pode fazer toda a diferença em tempos difíceis.

Para os que buscam enxergar mais longe, obtendo mais capacidade e habilidades para a vida, vale o exemplo da águia. Para os que desejam a sobrevivência do amor, das amizades, de muita ética e perdão, da lealdade e fidelidade, da honestidade e solidariedade, de valores bíblicos e muitas coisas boas esquecidas, vale o exemplo da rocha.

Valerá, ainda mais, a conscientização de que somos mais do que os pássaros do céu, pois somos filhos de Deus, amados e cuidados por Ele. E se o principal objetivo da vida nos parece sermos felizes, o foco de nossa visão está errado. O maior ensinamento é amar. E este verbo exige dores, perdas e riscos, requer desprendimento e entrega. Quando descobrimos isso, aí, sim, fazemos o sacrifício e lutamos, seja pelo outro, pela missão de vida, pela família, pelo trabalho...

Se para a águia a finalidade é a caça, que seja para nós a vida abundante, onde lembranças ruins, hábitos errados, pesos do passado foram arrancados. O que restará para os que optarem por esta escolha será, certamente, um vôo de vitória!

Que essa escolha seja visível e única em minha e sua vida.

Neste início de 2009, eu oro e luto para conseguir ser como esta águia. Daquelas que têm os pés na Rocha e os olhos no horizonte.

Sem limites.

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