
Recebi este texto de uma amiga queridíssima, alta patente na Globo, com mais de 30 anos de carreira jornalística contra os meus 20 (rs).
Ambas não gostamos de rótulos, de clichês etc. Ela nunca foi besta, como todo jornalista é. Eu nunca fui deslumbrada, dona da verdade porque detinha a informação.
Mas, neste caso, gostamos do sentido das palavras, das constatações inevitáveis...
Eu mesma, odiava quando me viam em festas e eventos e achavam que estivesse cobrindo, como se eu não possuísse vida própria.
Ela conseguiu se salvar da teia que consome até a morte quando se escolhe esta profissão. Foi sábia! Humilde e tremendamente capacitada, manda e desmanda em "gente que pensa que sabe escrever".
Eu consegui ser salva. Tenho o jornalismo no DNA, mas percebi que, "se escrever é também cortar", foi importante cortar tantas outras coisas e ... por isto, hoje somos bem sucedidas. (rs)
Taí o texto:
JORNALISTA não acha – tem certeza
JORNALISTA não mente – equivoca-se
JORNALISTA não é fofoqueiro - é curioso
JORNALISTA não faz fofoca – informa os fatos
JORNALISTA não vai à festas – faz cobertura
JORNALISTA não some – trabalha d+
JORNALISTA não traz novidade – dá furo de reportagem
JORNALISTA não tem problema – tem situação
JORNALISTA não briga – debate
JORNALISTA não passeia – viaja a trabalho
JORNALISTA não pergunta d+ – entrevista
JORNALISTA não é chato – é crítico
JORNALISTA não tem olheiras – tem marcas de guerra
JORNALISTA não se acha – é reconhecido
JORNALISTA não influencia – forma opinião
JORNALISTA não conta história – reconstrói
JORNALISTA não omite fatos - edita-os
JORNALISTA não pensa em trabalho - vive o trabalho
JORNALISTA não morre. Coloca um ponto final.
JORNALISTA é JORNALISTA
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